Wednesday, March 26
O Amigo
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
Alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso. Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: - A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo” e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo. E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.
Charles Chaplin
Saturday, January 19
Lavando os Pés da Poeira da Vida
Sujamos os pés todos os dias.
É impossível mover-se no Caminho sem que as "poeiras da vida" se agarrem em nós.
Mas Aquele, a quem não sou digna de desatar as sandálias, decidiu lavar os pés de gente que andou (e de outros que hoje andam) com Ele no caminho!
Mensagem equilibrada, de bom senso bíblico, profunda, sem "neuras, mantras e jargões", baseada em João 13. Vale a pena assistir (ou ouvir)!
Thursday, December 13
Fácil e Difícil
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
E por aí vai...
CARLOS DRUMONND DE ANDRADE
Wednesday, December 5
Planos
Escrito por Aquele que conhece a intenção dos corações,
em Jeremias 29:11
Sunday, November 25
Saturday, November 24
Simples
E que medo de errar a seqüência dos ritos!
Em compensação, Deus é mais simples do que as religiões”.
Mário Quintana
Wednesday, October 18
9 anos...casados
Wednesday, September 6
Getsêmani
Se entregando ao Pai mais uma vez
Logo vieram pessoas para o levar,
Para a maior das provações.
Ele tanto amou, tudo suportou, Ele carregou a nossa cruz
Vê, os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer naqueles momentos de dor
Vê, o mestre a chorar, e foi por você que Ele mostrou tanto amor
Os soldados cuspiam no seu rosto nu
Posso ouvir o clamor da multidão
E Jesus a olhar aquele céu azul pede ao Pai que lhes dê o seu perdão
Ele tanto amou, tudo suportou
Ele carregou a nossa cruz
Veja o vídeo da Música de Leonardo Gonçalves
Wednesday, August 16
PEDRO, TU ME AMAS?
No entanto, para Jesus, a questão daquela manhã de sol nascente das alturas na quieta praia de Tiberíades era apenas uma: “Tu me amas?”
Até na hora de lidar com a negação e com a traição, Jesus é completamente diferente de tudo e todos. Afinal, o que diriam as nossas lógicas de amor? Vejamos:
“Se ele amasse, jamais teria feito o que fez”—e, assim, se atribui impecabilidade ao amor humano.
“Ama, mas não tem raízes em si mesmo”—diria a sofisticação psicológica.
“É egoísta demais para amar”—diria uma voz moral piedosa e certa.
“É cedo demais para perdoar você. O que fazes aqui entre os outros?”—diria o Mestre das Disciplinas.
“Nunca mais será a mesma coisa. Como poderei confiar em você outras vez?”—diria a razão mais humana e ressentida.
“Pode ser que ainda dê, um dia... quem sabe? Mas você terá que fazer um longo caminho de volta!”—diria um piedoso e quase esperançoso pastor de almas.
“Já que você insiste, verei do que você é feito. Colocarei um diretor espiritual para supervisionar você”—diria um ser crente na fabricação de caráter e de fidelidade.
“Sinto muito, Pedro, mas já não é possível. Você jogou fora a sua chance, embora eu o tenha advertido várias vezes”—diria a razão fria e justa.
“Você está perdoado, sem ressentimentos, vá em paz; pois não há mais clima para a gente prosseguir”—diria o melhor do homens.
“Logo você, em quem tanto confiei! Como pode fazer isso? Explique-me suas razões”—diria o bondoso justo.
“Meu Deus! E pensar que amei tanto você. Eu sou um santo idiota mesmo!”—diria um Deus com alma de esposa ou de marido.
No entanto, Jesus apenas pergunta: “Tu me amas?”
E com isso Ele reafirma que o qualquer um peca, trai, nega, se engana, enfraquece, pode ser egoísta, é capaz do impensável, é passível de repetir o mesmo erro, não apenas três vezes, mas até setenta vezes sete.
Jesus não estava buscando perfeição, mas apenas um amor que pudesse ser aperfeiçoado no próprio amor... no Caminho.
“Tu me amas?”—pergunta Ele três vezes.
Ao que Pedro responde, dizendo, de maneira humilde, um “sim” cheio de vergonha, e até se sentindo um sem caráter por ainda ter a coragem de confessar amor tendo negado.
Pedro diz “sim, sim, sim”... mas não o faz sem a angústia de quem não quer ser visto como cínico!
Pedro ama. Ama com amor que é dele, com o amor que lutava para ser amor no chão raso de sua alma. Mas era amor, e isso ele não podia negar. Ele admitia que negara Jesus, só não podia admitir que não amava Jesus.
Jesus sabe que às vezes se ama apesar de...
Jesus sabe que o único amor que ama sem nenhum “apesar de...” é o Seu próprio amor, de mais ninguém.
“Tu me amas?”
Pedro não tem mais o que dizer. Provar amor? Meu Deus! Levaria o resto de sua vida, e teria que demonstrar isso não apenas com ações, nem com palavras apenas, e, se fosse o caso, deveria provar tal amor com dores de alma até a morte.
Pedro não tem meios de provar nada. Não tem o poder de reverter quadros e nem de apagar memórias. E também não suportaria ficar gemendo o resto da vida num canto de sua casa a fim de provar a Jesus que o amava apesar de tê-Lo negado.
Ter que provar que se ama pode ser o inferno!
Pedro está perdido. Quem o ajudará? Quem testemunhará em seu favor? Quem terá garantias a oferecer em seu nome? Quem seria o fiador de seu fracassado amor?
A esperança de Pedro quanto a provar a Jesus que ele O amava era o próprio Jesus.
“Senhor, tu sabes todas as coisas... e se as sabes, certamente tu sabes que eu te amo!”
Assim, Pedro não tem argumentos, nem explicações, nem mesmo se oferece para padecer como prova eterna de seu amor ...ele quer ser salvo do inferno de sua alma pelo amor... e só Jesus poderia fazer isso, pois somente Jesus sabia o que existia no coração dele.
Assim, ele está tão certo de sua total incapacidade de vencer os fatos esmagadores com argumentos ou mesmo com penitências, que ele apenas recorre a uma certeza: Jesus conhece meu coração!
“Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que eu te amo!”
Chega uma hora quando todos os argumentos cessam, quando não há explicações a serem dadas, quando toda fala é cinismo, quando todo gesto parece compensatório e auto-justificatório, e quando toda e qualquer promessa de fidelidade e lealdade apenas cerram sobre a alma a porta da masmorra das infindáveis penitências.
A resposta de Jesus é de confiança!
Sim, Ele sabe que Pedro o ama apesar de Pedro, de seu egoísmo, de sua vacilação, de sua pusilanimidade, de seus ímpetos inconseqüentes, de suas coragens pouco resistentes, de seus vícios de fuga...
“Pastoreia as minhas ovelhas... os meus cordeirinhos... esse povo que me ama como tu... que ama e que trai... Tu, que agora sabes quem és, pastoreia nesse amor esses que são como tu mesmo”.
E conclui: “Agora, vem, e segue-me...”
Jesus não bota o amor de castigo, parado no ponto e na esquina da negação, frizado na vitrine do espetáculo da fraqueza, preso para sempre aos seus próprios pecados.
Jesus sabe que a cura para a traição e a fraqueza só acontece no caminho, enquanto se O segue, e no chão da vida, onde o amor terá a chance de ser amor, e não negação.
Trai-se na vida. Ama-se na Vida. Nega-se na vida. Se é curado na Vida. Somente na vida o que é, é; e pode se manifestar!
Sem que seja assim o que resta é deixar Pedro em Tiberíades para sempre, envolto nas malhas de suas angústias, pescando os peixes que fogem dele, existindo numa seqüência de dias que já lhe são o próprio inferno.
Nossa salvação é uma só: O Senhor sabe todas as coisas, e quem sabe que ama “apesar de...” não tem outra chance se não confiar no que Jesus sabe em nós e acerca de nós, pois se o que há em nós é verdade, Ele em nós aproveitará toda verdade de amor para nos ajudar, para o nosso próprio bem.
Confie. Ele conhece você!
Caio Fábio
Tuesday, July 11
Lucas
Sunday, May 14
Ainda não sou mãe...

...mas pretendo ser!
Fico pensando como deve ser emocionante perceber que "alguém" está sendo gerado dentro da gente !!!
Tenho o desejo de ser mãe para também provar de um tipo de "amor incondicional"...ao meu ver, as mães têm o privilégio de chegar um pouquinho mais perto do sentimento que Deus tem para com a humanidade: um amor sem reservas, interesses ou desconfiança.
Vejo isso na minha casa!
Minha mãe esteve e está sempre ao nosso redor, nos apoiando nos projetos pessoais, nos acolhendo nos momentos que erramos e nos incentivando a caminhar.
Aliás, minha percepção vai além: vejo lá em casa que mesmo se um de nós (eu ou um dos meus irmãos) deslizamos, negamos conceitos morais, sociais, perdemos todos os amigos etc etc , nossa mãe está e estará lá servindo de suporte com a mesma "tríade": apoiando nos projetos pessoais, acolhendo nos momentos que erramos e incentivando a caminhar.
É por aí que começo a entender um pouquinho da dimensão do amor que Deus tem pelos humanos: um amor que perdoa, que consola, que não traz sofrimento...um amor que não olha pra trás, mas que corrige e incentiva o filho a caminhar...um amor que entende quando o filho está em crise e o ajuda a superar...um amor sem acusação ou suspeita...um amor incondicional.
Mães, vocês são privilegiadas!
Desejo que Deus guarde a mente e o coração de vocês, instruindo-as na sabedoria que vem do alto!
Parabéns!!!
Foto: Minha mãe e meu sobrinho João Pedro
Wednesday, April 12
O Blog do Bressane
pai, compra um siena prata pra mim?
eu: pra quê, mel?
mel: ué, o que você acha?
eu: pra você dirigir?
mel: é
eu: mas você só tem oito anos.
mel: sete, pai, sete.
Essa é uma das piadinhas cotidianas da familia Bressane.
Se eu fosse o Rodrigo*, deixaria tudo bem registrado para depois montar uma coletânea das "tirinhas" de Mel e Davi - com direito a caricatura e tudo mais.
Um barato! Além de estar entre os meus favorites, o bressane.com/blog traz curiosidades e informações bem interessantes.
Mas, não tem jeito: eu me acabo de rir mesmo é com os comentários das crianças! Não tem coisa melhor! : )
Passa lá e vê: risada garantida! http://www.bressane.com/blog/
* Rodrigo Bressane é um cara equilibrado, de bom senso, simples e de fácil acesso...de fato, um remanescente!
Saturday, March 25
Arrumação
O texto abaixo não me deu muito "trabalho" para escrever. Na verdade, ele é uma adaptação de um e-mail que enviei há um bom tempo para uma pessoa muito amiga e querida. O assunto é interessante, fala de "arrumação" e diz algo mais ou menos assim....
Aqui em casa está um pouco sujo e bagunçado. Roupas e calçados estão fora do lugar, banheiro para lavar, poeira para tirar dos móveis etc etc... sempre tem um dia na semana que a gente tem que "dar uma geral" na casa... e, para mim, hoje é esse dia. Não pode ficar pra amanhã senão a coisa fica pior. Engraçado que, escrevendo sobre esse cotidiano da minha "vidinha" de dona de casa, veio à minha mente o paralelo: tenho de parar para " arrumar a minha casa" , caso contrário a coisa fica feia...e muitas vezes a "arrumação" tem de acontecer hoje...pois já não se suporta ver algumas coisas " fora do lugar".
Interessante é que esse " fora do lugar" é relativo (em todos os sentidos) , sabe por que? Porque só eu sei o que preciso arrumar na casa: o que limpar...até onde limpar...mudar os moveis de lugar. Talvez para uma outra pessoa a minha "casa esteja arrumada" ... da maneira dela...talvez ela não veja necessidade de colocar um móvel no lugar do outro...ou, talvez, mudar de cômodos para alguns, pode ajudar no desempenho do dia a dia... ou, do contrário, se tornar mais incômodo ainda para outros.
Como ponto de partida, cada um conhece a mobília que tem: foi na loja, escolheu a mobília, pagou por ela, levou para casa e organizou da maneira que achou melhor. Com o tempo, os móveis no mesmo lugar começam a incomodar, e então mudamos de posição, inutilizamos alguns, vendemos outros, ou simplesmente oferecemos para alguém alguma coisa que não tem mais funcionalidade dentro da nossa casa.
É mais ou menos assim: damos e aceitamos mobílias velhas todas as vezes em que queremos mudar alguma coisa dentro de casa. Aliás, a questão não é nem se a coisa está velha ou não, desgastada pelos anos ou por estar a exposição do sol e da chuva. A questão é: damos e vendemos aquilo que não "funciona" mais. E nós aceitamos...fazemos parte desse " negocio" de compra e venda...com o pensamento de que temos de deixar a casa confortável: esse é o nosso objetivo.
Precisamos nos " reciclar", tirar o entulho, chamar a "caçamba" , colocar lá dentro o entulho, ver o caminhão indo embora para ter a certeza de que aqueles destroços (as ruínas, as coisas partidas) não terão como voltar: é promover, e ao mesmo tempo, participar de todas as ações.
Interessante que, durante a "arrumação", sempre aparece alguém "mais experiente" para dar alguns "conselhos". Hum..aquele móvel ficaria melhor no canto de lá...tá vendo aquela cadeira, porque você não joga fora? Muitos são os "conselheiros" que aparecem na hora da arrumação, mas nenhum deles se aventuram a "pegar no pesado". Mesmo porque, não podem: a arrumação é particular, eles também tem de organizar a casa deles.
Tempo de arrumação é um tempo precioso, bom e proveitoso. Ao olhar para minha casa, faço uma restropectiva dos momentos bons e ruins...permito-me chorar...vejo meus acertos e vejo claramente meus erros (não para punir a mim mesma, pois desencadearia uma vontade de voltar atrás e "fazer o que hoje imagino ser o certo" - o que é impossível acontecer).
Aliás, dentro da nossa mente, um lugar onde os outros não têm acesso, nós podemos ser diferentes daquilo que os outros vêem. As pessoas criam nomenclaturas quando nos vêem, nos rotulam e divulgam este rótulo para quem quiserem. Com essa arrumação, percebo que a minha alegria não tem de ser, necessariamente, igual a dos outros...nem as minhas tristezas. Por mais íntimas e sensíveis que sejam, as pessoas nunca terão acesso às coisas que entristecem você...nunca conhecerão o seu sarcasmo, a sua ironia, os seus deboches, as suas fraquezas e nem aquilo que lhe faz mais feliz.
Hoje, olho para trás e para a "mobília" que ainda tenho de trocar. Sei que ninguém fará a "arrumação" por mim. Por isso, insisto em pedir o favor (imerecido) de Deus. Afinal, incertezas nos acompanham e o dia de amanhã quem o conhecerá? Seja o que for que ainda me aconteça, me esforçarei para sempre estar nas mãos dAquele que nada "vendeu" e nunca se deixou vender por ninguém. Afinal, a "doutrina" dos humanos é muito severa, além de exalar um (mal) cheiro de "perversidade" e interesse próprio. Mas, cair no juizo de Deus é diferente!... ainda o "sofrer em Deus", faz meu coração caminhar tranquilo.
Wednesday, February 8
Li, gostei e publiquei
Caio Fábio
Sunday, February 5
Feliz 2006 - Ainda tá em tempo de dizer isso?
Então, sem muitos blá-blá-blás, estou torcendo para que em 2006 sejamos mais "seres humanos" ... aliás, muito mais "humanos" do que "seres".
Abraço a todos!
MINHA LISTA DE PEDIDOS
Dias antes do término de 2005, vasculhei uma agenda velha na esperança de encontrar números de telefones de alguns (remanescentes) amigos a fim de desejar-lhes os corriqueiros votos de final de ano. Não tive muito sucesso na busca, mas acabei me deparando com algo bem interessante: os alvos que havia feito no início daquele ano.
Não tem jeito: no início de ano sempre paira aquele ar de "reflexão". Tudo fica direcionado a rever valores, o que fez ou deixou de fazer, as promessas e os anseios para os 12 novos meses que teremos (de encarar) pela frente.
Peguei aquela "lista de desejos" e fiquei "contemplando" minha tolice expressa naquelas coisas utópicas, estúpidas e desnessárias para minha vida. Coisas que na verdade poderiam até me trazer "sucesso" porém, ao mesmo tempo, desgraça para vida de alguns.
Na verdade, penso que vem acontecendo algo do tipo "mudança de valores" e consequentemente, alguns "desejos" deram lugar a outros - um tanto quanto diferente aos que vi listados naquela velha agenda.
Também, parece que o referencial de "sucesso" andou tomando um rumo diferenciado. O que para muitos parece ser, para mim não é mais. E o que se aparenta como felicidade para alguns, para mim soa como tormento.
Ainda com aquela agenda antiga na mão, me deparei fazendo uma das mais sinceras orações que gostaria de ter feito antes da chegada de qualquer outro ano. Na essência, essa oração expressava algumas coisa do tipo:
Em 2006, quero ter o discernimento de como aproveitar a cada dia do ano: aprender como equilibrar emprego-vida social-família-responsabilidade- lazer - e em todas estas atividades incluir a presença e a direção de Deus.
Quero tirar dos ombros de Deus a sobrecarga dos meus compromissos financeiros...quero entender que Ele supre minhas necessidades mas que Ele não é responsável pelas dívidas contraídas pela cobiça dos meus olhos.
Quero me despir dos argumentos pessoais e admitir que até a minha fé não depende de mim mesma. Quero não me preocupar em entender como funciona essa fé, mas quero falar sobre a Paz...a paz que excede o entendimento humano. Quero me desprender da "auto-ajuda" e me tornar dependente da "ajuda do alto".
Quero acreditar que o amor constrange mais do que o medo. E, ao vacilar, quero cair nas mãos de Deus (onde encontro misericórdia e recomeço) do que nas mãos das pessoas (onde há julgamento e desconfiança).
Nos próximos meses, quero acreditar que o amanhã realmente ainda não existe (portanto, não me pertence) e que o dia chamado "hoje" é que deve ser vivido. Desta meneira, quero continuar "caminhando" na medida do possível...e, paralalelamente, quero crer na realização do impossível.
Sunday, December 18
A Boa-Nova do Natal
Nos relatos bíblicos, não se é possível encontrar uma data específica, nem mesmo a história secular conseguiu apontar o dia exato do nascimento de Jesus.
Na verdade, prefiro deixar esse assunto para os historiadores ou para os "profissionais da fé"... a propósito, lamento, sinceramente, o tempo que investem na tentativa de provar (ou não) esta data, pois insistir em algo que precisamente não foi (e supostamente não será) revelado é correr atrás do vento... é se distrair com a mínima resposta alcançada para fazer dela um referencial de vida para si e impô-la aos outros (o que é pior).
O profeta Moisés talvez responderia a questões como estas da seguinte maneira: "As coisas encobertas pertencem a Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre" (Deut 29:29).
Ora, o que foi revelado (tanto pela história quanto pela fé) é que Ele veio a este mundo, viveu, morreu e foi visto após a morte tanto subindo aos céus quanto no meio daqueles que com Ele andavam. É fato e, portanto, merece ser reconhecido - mesmo que não acreditado.
O nascimento do Cristo foi a boa-nova da reconciliação (entre nós e Deus). Nas colinas, pessoas simples e de coração desprendido receberam a notícia em primeira mão. Do oriente, três magos seguiram uma estrela diferente, já tipificando que todo aquele que busca o Cristo o encontrará - mesmo que, durante a caminhada, apareça toda sorte de Herodes.
Portanto, não importa quando foi...o fato é que Ele nasceu!
E sei que nasceu...porque um dia Ele morreu e (por mim) viveu de novo!
Sendo assim, o 25 de dezembro deixa de ser uma data-problema, passando a ser nem superior nem inferior às outras datas do ano. Do contrário, nos "abre um precedente" para estar em comunhão com amigos e familiares, plantando nos corações a gratidão de que, pela Graça, o Pai enviou o Filho (antes mesmo da fundação do mundo) para nos alcançar!
Boas Festas!
Saturday, November 26
Sem barganha
Criança é sincera e diz o que pensa ou aquilo que lhe foi ensinado. No quesito "barganha", talvez aquela menina esteja de parabéns! Sabe como negociar - mesmo que de maneira astuta - e, desde pequena, já exerce o "toma-lá-dá-cá" tão comum no mundo adulto.
Fiquei, portanto, pensando como somos tendenciosos à barganha e por isso, muitas vezes, encontramos dificuldades para acreditar e aceitar os favores imerecidos. Esses "favores" são benefícios que nunca conseguiremos pagar, mas mesmo assim, insistimos em promover algo que possa aliviar a consciência do débito.
De fato, alguns favores poderei até conseguir pagar, mesmo sabendo que favor significa "graça" ou "serviço prestado sem intuito de receber algum retorno" - em outras palavras, o favorecido não tem que pagar e o agraciador não tem que cobrar.
Entretanto, a famosa "Lei de Gerson" (a necessidade de se levar vantagem em tudo) e qualquer outro tipo de LEI , me induz a pensar que se fui favorecido por algo ou alguém, da mesma maneira terei de pagar ou retribuir. Caso contrário, estarei sempre em desvantagem ou em débito.
Ora, mas não seria muita ingratidão deixar de retribuir a um favor ? Depende.
Se o coração do agraciador segue a lei do "toma-lá-dá-cá", o favorecido poderá agradecê-lo até com a própria vida que ainda assim o agraciador não se sentirá satisfeito, a ponto de perseguir o favorecido pelo resto da vida cobrando algo.
Por outro lado, se o coração do favorecido segue a lei de "levar vantagem em tudo", ele nunca reconhecerá o favor recebido, pensando ainda que os outros deveriam sempre estar fazendo algo a mais por ele.
Sendo assim, a gratidão não é algo que se produz pelo TER, mas sim pelo SER.
É algo natural, espontâneo e sem regras.
O pior é que os viciados na barganha colocam em xeque-mate até mesmo a Graça de Deus, a qual ninguém poderá pagar com dinheiro nem com os muitos (e intermináveis) sacrifícios que tentam fazer para aliviar a consciência do peso da retribuição. Nessa hora, a mente entra em crise, afinal Deus não trabalha com a barganha, Ele gratuitamente libera perdão, amor, misericórida a todos aqueles que se aproximam dele.
Assim, diferentemente daquela garotinha de cinco anos, Deus quer que você participe sempre da festa com ou sem presente. Os que querem levar presentes que levem... porém não venham pensando que receberão destaque entre os demais... nem mesmo pensem em cobrar a mesma atitude daqueles que, porventura, não puderam comprar ou esqueceram do presente.
Por outro lado, aqueles que, por um acaso, não têm presente para levar que não se sintam constrangidos. Vá à festa! Brinque, se alegre, pule nos braços do Pai . Ele nunca deixará de nos convidar para as "próximas festas".
Em suma, prefiro me esforçar para ficar livre da barganha, crendo essencialmente no conselho que Deus deixou ao apóstolo Paulo: "A minha GRAÇA te basta porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" - II Coríntios 12:9
OBS: O dicionário define barganha como "tráfico, permuta, negócio escuro e fraudulento".
Thursday, November 24
Thanksgiving
A última quinta-feira do mês de novembro é marcada pelo tradicional feriado do "Thanksgiving Day" ou "O Dia de Ação de Graças". Puramente americano, este feriado talvez seja o único que consegue fazer com que os Estados Unidos dêem uma parada nas atividades comerciais - muito raro encontrar algum estabelecimento aberto. E no dia seguinte, acontece uma promoção violenta chamada "black friday" - americanos e imigrantes vão para as ruas em plena madrugada para garantir um lugar nas grandes filas que se formam em frente as lojas.
Bem...tudo começou em 1620, quando um grupo de peregrinos deixou a Europa em busca de liberdade religiosa e acabou desembarcando nas praias de Plymouth, no estado de Massachusetts. A comida escasssa e o inverno rigoroso acabaram matando quase a metade deles. Os índios ensinaram os peregrinos a caçar, a pescar e a cultivar plantas nativas. Quando a primeira boa colheita aconteceu, o governador achou por bem celebrar o dia na companhia dos índios. Ali aconteceu o primeiro Thanksgiving Day.
Além de interessante, este feriado me faz pensar que "thanksgiving" acontece todos os dias!
Sou realmente grata aos meus pais, irmãos e amigos pelo que eles são e fazem por mim. Especialmente àqueles que me permitam ser o que realmente sou.
A Deus, serei grata eternamente!
A sua alegria, Senhor, tem sido a minha força!
Happy Thanksgiving Day to all of you!
Wednesday, August 24
Pela Graça...that's it!
Romanos 11:5 e 6
Saturday, August 13
Deus não tem religião
A religiosidade cheira mal.
Ser religioso causa mal estar.
E o pior: Deus não passa nem por perto.
Com o intuito de religar-se ao Criador e na tentativa do homem apegar-se a Deus, a Religião acabou tomando o lugar que deveria ser reservado para Deus no coração das pessoas. E, sem que percebam, elas estão se afastando lentamente dele.
As religiões controlam a vida das pessoas e orientam moralmente o homem. Socialmente, a religiosidade pode até fazer "bem". Mas, para a alma, ela faz mal...
Deve ter sido duro para os religiosos ouvir Estêvão (um dos remanescentes bíblicos) dizer que Deus não habitava nos templos feitos por mãos de homens. Eles devem ter ficado enfurecidos quando Estêvão também os chamou de "incircuncisos" de coração e de ouvidos (pior coisa que poderia falar a um religioso).
A religiosidade perde todas as forças quando entendemos que Deus nos amou primeiro e está disposto a se relacionar conosco.
Religare é o termo que originou a palavra religião. Religare significa "ligar de novo" ou "religar" ; a religião é a tentativa do homem alcançar a Deus. A proposta bíblica é Deus alcançando o homem. Ora, Ele mesmo decidiu se religar a nós, através de um único meio: Jesus. "Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi" (João 15:16).
PS: Leia em Atos capítulo 7 o que foi que Estêvão falou que deixou os religiosos irritados.



